O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Hayatou, anunciou hoje (sábado) que a selecção do Togo foi suspensa e ficará fora das duas próximas edições da Taça das Nações, em virtude das interferências governamentais que levaram à retirada da equipa da Taça de África da Nações Orange-Angola2010.
De acordo com o site da CAF, a decisão tomada pelas autoridades políticas do Togo transgride os regulamentos da confederação.
De acordo com o regulamento do CAN, “a ausência declarada a menos de 20 dias do início da competição final ou durante o torneio implicará uma multa de 50 mil dólares e a suspensão da selecção nacional pelas duas edições seguintes da Taça Africana”.
Pouco antes do início da Taça Africana, a selecção togolesa foi vítima de um atentado na região de Cabinda. O autocarro que transportava a delegação foi metralhado por rebeldes da Flec. Duas pessoas morreram no ataque: o treinador assistente da selecção do Togo, Abalo Amelete e o chefe de imprensa, Stan Ocloo. O motorista ficou ferido, assim como o guarda-redes suplente Kodjovi Kadja Obilalé, este levado para a África do Sul, onde passou por uma cirurgia.
Depois do atentado, os jogadores decidiram participar da competição para “honrar os mortos”, mas o governo de Togo exigiu de forma taxativa o retorno do grupo.
A selecção estava no Grupo B (Cabinda), ao lado da Côte d’Ivoire, Burkina Faso e Ghana.
Fonte: Angop

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