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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Carta de um cidadão para o Ministro da Defesa

Ex.mo Sr. Ministro da Defesa,



Venho deste modo explicar-lhe uma situação delicada que tem vindo a
ocorrer,de maneira a poder obter um eventual apoio vindo de Vossa Ex.ª.

Tenho 24 anos, e fui esta semana chamado para ir à tropa. Sou casado
com uma viúva de 44 anos, mãe de uma jovem de 25 anos, da qual sou padrasto.
O meu pai, por seu lado, casou-se com essa jovem em questão. Neste
momento, o meu pai passou a ser o meu genro, uma vez que se casou
com a minha filha.

Deste modo, a minha filha, ou chamemos-lhe, enteada, passou a ser a
minha madrasta, uma vez que é casada com o meu pai.

A minha esposa e eu tivemos, no mês passado, um filho. Esse filho
tomou-se o irmão da mulher do meu pai, portanto o cunhado do meu
pai. O que faz com que seja o meu tio, uma vez que é o irmão da
minha madrasta. O meu filho é, portanto, o meu tio...

A mulher do meu pai teve no Natal um rapaz, que é ao mesmo tempo o
meu irmão, uma vez que ele é filho do meu pai, mas o meu neto por ser o
filho da minha enteada, filha da minha esposa. Desta maneira sou o irmão do meu
neto! !...

E como o marido da mãe de uma pessoa é o pai da mesma, verifiquei
que sou o pai da minha esposa, e o irmão do meu filho.

Resumindo: sou o meu avô!!!

Deste modo, Sr. Ministro, peço-lhe que estude pacientemente o meu
caso, porque a lei não permite que o pai, o filho, e o neto sejam chamados à tropa
na mesma altura.

Agradecendo antecipadamente a sua atenção, mando-lhe os meus
melhores cumprimentos.

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